05/01/2018

Tai Chi Chuan

TAI CHI CHUAN

O Tai Chi Chuan é uma arte tanto corporal quanto meditativa, com fundamentos na filosofia taoísta, baseando sua prática e técnicas em princípios da interação entre os vários elementos da natureza. Seus movimentos são suaves, contínuos e circulares – embora em alguns estilos sejam intercalados breves momentos de marcação firme e rápida – conduzindo o aluno ao auto-conhecimento, à graciosidade e à serenidade.

Se considerados os registros históricos, podemos traçar as raízes do Tai Chi Chuan até o general chinês Chen Wangting, aproximadamente no século XVII. Mas, segundo a tradição, a origem da arte se deve ao monge Chan Sang Feng, que teria fundado um templo na montanha Wudang em 1200 a.C, aproximadamente, e desenvolvido técnicas de acordo com seus profundos conhecimentos de filosofia e alquimia chinesas. Seu objetivo seria a elevação da vida humana ao seu máximo. Nesse contexto, note que ‘Tai Chi Chuan” pode ser traduzido como “Punho Supremo da Montanha”, o que denuncia as intenções de sua criação.

A arte deve sua popularidade no Brasil especialmente ao Mestre Liu Jen Yu, mais conhecido como Liu Pai Lin (“cem anos”), nome que adotou para destacar e ajudar a propagar os benefícios da medicina tradicional chinesa. Mudou-se para o Brasil na década de 70, quando também começou a oferecer aulas de Tai Chi, já aos 70 anos de idade. Era praticante do Tai chi Chuan Yang, estilo criado por Yang Luchan a partir de modificações na prática ensinada pela família Chen, este o mais antigo estilo dentre os tradicionais.

CONTEÚDO DE AULA

No início é feito um pequeno aquecimento articular acompanhado de relaxamento, preparando a aluno para que se mantenha em estado concentrado e meditativo durante toda a aula. A partir deste momento, o professor orientará as atividades que o aluno deve realizar, podendo constituir-se em exercícios e posturas para treinamento interior, respiração, alongamento ou relaxamento, como também em formas que exigem do aluno todas estas habilidades simultaneamente. É necessário ter em mente que toda a aula é feita em ritmo tranquilo, buscando uma suavidade e continuidade dos movimentos, respeitando sempre os limites do próprio corpo e progredindo lentamente. Caso o aluno tenha dores, falta de ar ou algum outro desconforto, deve consultar o professor ao fim da aula – ou mesmo interrompê-la, caso o incômodo seja excessivo – para ser corrigido ou orientado na melhor maneira de executar o exercício.