05/01/2018

Dança do Dragão

DANÇA DO DRAGÃO

O dragão é um animal lendário na China, sendo um símbolo boa sorte e nobreza – foi usado como emblema de autoridade, de forma que muitos imperadores afirmavam serem filhos do Dragão. É formado por partes de muitos animais: Sua cabeça tem bigodes de carpa, chifres de veado e orelhas de boi; seu longo corpo de serpente é coberto por escamas de peixe; suas quatro patas de tigre têm poderosas garras de águia. É tradicionalmente associado a água corrente, em especial a rios e cachoeiras. Em tempos de seca, um antigo costume dos agricultores chineses é ir até o templo e pedir por chuva, usando uma figura do dragão.

A Dança do dragão tem seus primeiros registros no período na Dinastia Han (séc III), mas a popularização se deu durante a Dinastia Song (960-1279). É celebrada até hoje, com seu significado se transformando em algo mais amplo e podendo ser considerado um chamariz ou agradecimento para prosperidade em geral.

APRESENTAÇÕES

O dragão de apresentação é composto por corpo e esfera. Apesar de fisicamente separada, a esfera simboliza a energia do dragão, projetada por ele em sua frente, e é essencial para que o dragão fique completo. O número de pessoas necessárias para uma apresentação varia em relação ao tamanho do corpo. Nossos aparatos atuais são próprios para apresentações com oito pessoas (uma na cabeça, cinco no corpo, uma na cauda e uma guiando a esfera). Durante as apresentações, o dragão segue a esfera, controlada normalmente pela Sifu Selma: ocupar esta posição no dragão exige total conhecimento do espaço para que toda a equipe possa executar as manobras necessárias.

Os atletas que realizam essa dança devem estar com seu condicionamento físico em dia, pois exige grande esforço e fôlego, com apresentações cuja duração pode variar de 14 minutos a 1 hora. Além da excelência física, é necessário muito treino para sincronizar as oito mentes, que devem estar em perfeita harmonia.